sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Austin afirma o Rating de longo prazo AA- (duplo A menos) para o Banco Sofisa S.A..
O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 01 de novembro de 2011, afirmou o rating de longo prazo AA- (duplo A menos) e a classificação A-1 para as obrigações de curto prazo (inferiores a 360 dias) emitidas pelo Banco Sofisa S.A.. A perspectiva permanece estável. O banco tem sua origem na Sofisa S/A Crédito, Financiamento e Investimentos, instituição fundada em 1961, com atuação até 1990 no segmento de financiamento para pessoas físicas. Nesse ano, passa a denominar-se Banco Sofisa S/A, ingressando no segmento de pessoas jurídicas. Em 2001, a administração decidiu desativar algumas linhas de negócios, deixando as atividades de crédito direto ao consumidor e de arrendamento mercantil de fazer parte das atividades do banco. Seu foco de atuação passou a ser o crédito comercial às pequenas e médias empresas, tendo nas linhas de capital de giro, conta garantida e títulos descontados, as principais modalidades de crédito concedidas. No início de 2007, retomou as atividades no segmento de pessoas físicas com as modalidades de crédito consignado, crédito pessoal e CDC - Veículos. Em maio de 2007, o banco realizou distribuição pública inicial de ações primárias e secundárias na Bolsa de Valores de São Paulo. A família Burmaian – fundadora do banco, com origem empresarial no ramo de varejo de calçados e forte presença no segmento, com a conhecida rede World Tennis – detinha, em 31/12/2009, 100% das ações ordinárias e, 56,9% das preferenciais. Em maio de 2010, o banco alienou a estrutura de crédito, sistema informático e a cobrança da controlada Sofisa S/A Crédito, Financiamento e Investimento para a promotora de vendas pertencente ao Banco Fibra S/A, permanecendo fora deste negócio por um período de quatro anos. O Sofisa encerrou o primeiro semestre de 2011 com total de ativos de R$ 4.245 milhões, patrimônio líquido de R$ 766,4 milhões e carteira de crédito de R$ 2.163 milhões. A classificação de risco levou em conta a solidez financeira intrínseca da instituição, manifestada nos baixos níveis de inadimplência tradicionalmente registrados, na gestão e preservação dos indicadores de liquidez e adequação de prazo de ativos e passivos, no baixo grau de alavancagem em crédito, devidamente controlado pela Alta Administração do banco. As boas condições observadas na conjuntura econômica doméstica ao longo do exercício 2010 e meados do primeiro semestre deste ano não se materializaram na ampliação dos volumes operados pelo banco. As incertezas na situação fiscal e bancária européia e seu impacto no Brasil reforçaram a gestão de liquidez e casamento de ativos e passivos do Sofisa. Da mesma forma, o banco não acompanhou o crescimento da exposição creditícia a pequenas e médias empresas – seu nicho de mercado – adotado pelos grandes bancos de varejo e seus pares, preservando seus spreads, o nível e a qualidade das garantias exigidas aos tomadores, o que se refletiu na retração do saldo da carteira em junho de 2011, comparativamente aos semestres anteriores. O banco, em paralelo, interrompeu a compra de carteiras cedidas por outras instituições, após o caso Panamericano e, particularmente o evento Banco Morada, do qual comprou créditos consignados em exercícios anteriores. O rating considera, em paralelo, as boas práticas de governança corporativa, o compromisso dos acionistas com a continuidade e solidez da instituição, a rígida política de crédito adotada, e a adequação do banco aos requerimentos de gestão e mensuração de risco requeridos pelo Banco Central do Brasil.