quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Austin altera a perspectiva do rating do Banco Rural para negativa
O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 04 de dezembro de 2012, afirmou o rating ‘brBBB’ de longo prazo e a classificação de curto prazo ‘brA-3’ ao Banco Rural S/A. A perspectiva do rating foi alterada de estável para negativa. A história do Banco Rural teve início em 1962, com a aquisição do controle acionário do Banco Manoel de Carvalho S/A pelo Grupo Tratex. Em 1969 o banco teve sua razão social alterada para Banco Rural de Minas Gerais S/A. Em 1989, o Banco Rural passa a ser um banco múltiplo atuando com a carteira comercial, de financiamento, de câmbio e de crédito imobiliário. Um dos focos do banco é o atendimento às empresas do middle market, tendo como principais produtos empréstimos de curto prazo garantidos por recebíveis (duplicatas, cheques pré-datados, recebíveis de cartão de crédito, etc.), conta garantida e cheque empresarial, assim como produtos e serviços atrelados ao comércio exterior, como ACC, ACE, pré-pagamento de exportação, cobrança, carta de crédito, empréstimos em moeda estrangeira e câmbio pronto. Atende às empresas, da mesma forma, com modalidades de financiamento como compror, vendor, CDCI e crédito rural. O Banco Rural operava no segmento de pessoas físicas, por meio da modalidade de crédito consignado em folha de pagamento, fundamentalmente para funcionários públicos ativos. A partir do segundo semestre de 2011, o Banco parou de operar com crédito consignado ante elevada concorrência com grandes instituições financeiras. A classificação de risco encontra-se em linha com a metodologia de risco de bancos da Austin Rating e levou em conta a adequada solidez financeira intrínseca da instituição, respaldada pela adequada gestão de liquidez e casamento de prazos de ativos e passivos, sua baixa exposição ao risco de mercado, o compromisso dos acionistas com a profissionalização da gestão do banco e a melhora dos seus processos e controles, com pesados investimentos em tecnologia. Adicionalmente foi considerada a revisão da metodologia de provisionamento para as áreas trabalhista e cível. A nota considera, por outro lado, os reduzidos indicadores de capitalização (Basileia), devido aos ajustes contra o patrimônio líquido, motivados por processos administrativos. Da mesma forma, considera a dependência de seu resultado à atividade de crédito no middle market (ausência de outras atividades geradoras de receita), segmento sensível a reversões na conjuntura econômica, com impacto na originação de novas operações, aumento da inadimplência, provisões e write-offs, e uma maior concorrência de outras instituições, levando eventualmente a uma queda nos spreads. Igualmente, levou em conta a deficiência de seus indicadores de eficiência de custos, geração de lucro recorrente e operacional e reduzidos indicadores de rentabilidade.
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