quinta-feira, 30 de junho de 2011
Austin afirma Rating A- para o Banco Cruzeiro do Sul
O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 26 de maio de 2011, afirmou o rating de crédito de longo prazo A- (A menos) e a classificação A-2 de curto prazo para o Banco Cruzeiro do Sul (BCSul). A perspectiva do rating permanece estável.
Originariamente pertencente ao Grupo Pullman – Pão Americano S.A. Indústria e Comércio, o banco foi comprado, no segundo semestre de 1993, pelo Sr. Luis Felippe Índio da Costa, que, juntamente com seu filho, o Sr. Luis Octavio Lopes Azeredo Índio da Costa, assumiu o controle acionário. No mesmo ano, o Cruzeiro do Sul ingressou no mercado de crédito ao consumidor mediante a obtenção de uma licença para oferecer crédito consignado a funcionários do Exército Brasileiro. O banco opera com foco em crédito consignado, exercendo posição de destaque neste segmento. É uma carteira composta por contratos de empréstimo pessoal, efetuados com servidores públicos e aposentados / pensionistas do INSS. Em menor escala, atua no segmento de crédito para empresas de médio porte - middle market - oferecendo operações de curto prazo, geralmente atreladas a recebíveis. Além da atividade comercial de crédito, o BCSul atua na área de serviços, como custodiante de outras instituições, em operações de corretagem na BOVESPA e na Bolsa de Mercadorias e Futuros – BM&F, por meio da Cruzeiro do Sul S/A – Corretora de Valores e Mercadorias. Os acionistas também possuem uma empresa de Gestão de Recursos, a BCSUL Verax.
A manutenção da classificação se encontra em linha com a metodologia de Instituições Financeiras da Austin Rating e levou em consideração os esforços da gestão em diversificar as fontes de captação, entre depósitos, cessões de crédito para outras instituições e emissões externas, além de FIDCs, o que lhe confere a possibilidade de realizar cessões e obter recursos para a continuidade de suas atividades creditícias. Igualmente, considerou-se a elevada qualidade de seus ativos, refletida em satisfatórios níveis de inadimplência (0,7%). Ponderou-se, de maneira positiva, o reforço de sua base de patrimônio de referência por meio de dívida subordinada, que elevou o índice de Basileia para 21,2%.
A fundamentação considera, em contrapartida, a concentração das atividades do BCSul e de seu resultado, vinculadas ao desempenho do crédito consignado, produto sujeito à alteração de regras, leis e regulamentos relativos ao desconto em folha de pagamento. Da mesma forma, são ponderados os desafios ligados à gestão de liquidez, dadas as características de sua carteira de crédito, preponderantemente de longo prazo, com fontes de captação adequadas, bem como a gestão dos descasamentos de taxas entre suas operações ativas e passivas. Também foram ponderados aspectos regulamentares como, por exemplo, a alteração do Fator de Ponderação de Risco de créditos consignados e seu adequado nível de capitalização para fazer frente às novas exigências.
A classificação de risco de instituições financeiras realizada pela Austin Rating avalia o risco de crédito de curto e longo prazo da instituição. As notas atribuídas pela Austin Rating obedecem a uma escala de classificação nacional e servem como parâmetro de comparação entre as instituições bancárias que atuam no Brasil e, eventualmente, com atividades no exterior. A escala da Austin não leva em conta e tampouco se limita ao rating soberano do país, este empregado como teto para ratings internacionais. O processo analítico da Austin Rating leva em conta, além dos fatores políticos, macroeconômicos, setoriais e regulatórios
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