quarta-feira, 15 de junho de 2011
Austin afirma Rating BBB para o Banco Rural S.A.
O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 19 de abril de 2011, afirmou o rating BBB (triplo B) de longo prazo e a classificação de curto prazo A-3 ao Banco Rural S/A. A perspectiva do rating é positiva. A história do Banco Rural teve início em 1962, com a aquisição do controle acionário do Banco Manoel de Carvalho S/A pelo Grupo Tratex, alterando sua razão social para Banco Rural de Minas Gerais S/A em 1969. Em 1989, passa a ser um banco múltiplo atuando com a carteira comercial, de financiamento, de câmbio e de crédito imobiliário. Um dos focos do Banco Rural é o atendimento às empresas do middle market, tendo como principais produtos empréstimos de curto prazo garantidos por recebíveis (duplicatas, cheques pré-datados, recebíveis de cartão de crédito, etc.), conta garantida e cheque empresarial, assim como produtos e serviços atrelados ao comércio exterior, como ACC, ACE, pré-pagamento de exportação, cobrança, carta de crédito, empréstimos em moeda estrangeira e câmbio pronto. Atende às empresas, da mesma forma, com modalidades de financiamento como compror, vendor, CDCI e crédito rural. Opera por outro lado no segmento de pessoas físicas, por meio da modalidade de crédito consignado em folha de pagamento, fundamentalmente a funcionários públicos ativos. A classificação de risco encontra-se em linha com a metodologia de risco de bancos da Austin Rating e levou em conta a adequada solidez financeira intrínseca da instituição, respaldada pela adequada gestão de liquidez e casamento de prazos de ativos e passivos, sua baixa exposição ao risco de mercado, a evolução favorável dos indicadores de qualidade de seus ativos de crédito e o compromisso dos acionistas com a profissionalização da gestão do banco e a melhora dos seus processos e controles. A nota considera, por outro lado, os reduzidos indicadores de capitalização (Basileia) e ajustes contra o patrimônio líquido, motivados por processos administrativos e deficiência de provisões para crédito consignado cedidos a instituições financeiras e FIDCs, o que obrigou os acionistas a injetar recursos na instituição, de modo a restabelecer sua base patrimonial e mantê-la acima dos níveis mínimos requeridos pelo Banco Central do Brasil. Da mesma forma, considera a dependência de seu resultado, à atividade de crédito no Middle Market (ausência de outras atividades geradoras de receita), segmento sensível a reversões na conjuntura econômica, com impacto na originação de novas operações, aumento da inadimplência, provisões e write-offs, e uma maior concorrência de outras instituições, levando eventualmente a uma queda nos spreads nos próximos semestres. Igualmente, levou em conta a deficiência de seus indicadores de eficiência de custos, geração de lucro recorrente e operacional e reduzidos indicadores de rentabilidade. Em que pese a busca contínua de melhores práticas de governança corporativa, o compromisso dos acionistas com a continuidade e solidez financeira da instituição e a profissionalização da diretoria do banco, o Comitê considera como fator negativo com efeitos na perspectiva positiva do rating, o impacto do risco de imagem na continuidade e desempenho da instituição ante o bloqueio de bens e ações da ex- presidente do Conselho de Administração do banco em setembro de 2010. No entendimento do Comitê, medidas que fortaleçam os controles do banco e aprofundem a profissionalização do Conselho de Administração e Diretoria do banco, não expondo sua atividade operacional e imagem a eventos e processos judiciais sucedidos em ano anterior, assim como uma melhora nos indicadores de capitalização, eficiência de custos e rentabilidade, ante os níveis ultimamente reportados, podem encadear a uma elevação do rating. A classificação de risco de instituições financeiras realizada pela Austin Rating avalia o risco de crédito de curto e longo prazo da instituição. As notas atribuídas por esta agência obedecem a uma escala de classificação nacional e servem como parâmetro de comparação entre as instituições bancárias atuando no Brasil e, eventualmente, com atividades no exterior. As escalas da Austin não levam em conta e tampouco se limitam ao rating soberano do país, este empregado com teto para ratings internacionais. O processo analítico da Austin Rating leva em conta, além dos fatores políticos, macroeconômicos, setoriais e regulatórios aplicados às instituições financeiras, os aspectos quantitativos (análise das demonstrações financeiras e indicadores de desempenho, Capitalização, Ativos, Captação, Resultado e Liquidez) e aspectos qualitativos (Controle Acionário, Suporte, Grupo Econômico, Administração, Estrutura Operacional e Estratégia de Médio e Longo Prazo) intrínsecos à instituição financeira em análise.
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